Câncer de pele no rosto: como identificar?

Mulher com ferida no rosto causada pele câncer de pele e o seguinte texto: Quais os sintomas do câncer de pele no rosto?

O câncer de pele é o tipo de câncer mais frequente no Brasil e no mundo, e a região do rosto está entre as áreas mais afetadas. Por estar sempre exposta ao sol, vento e poluição, a pele do rosto merece atenção especial. 

Como médica dermatologista aqui no Rio de Janeiro, acompanho muitos pacientes preocupados com manchas e lesões que surgem e não desaparecem. Isso me faz reforçar a importância de conhecer os sinais do câncer de pele para identificá-lo precocemente.

Muitas vezes, pequenas alterações na pele podem passar despercebidas ou serem confundidas com problemas simples, como manchas senis ou alergias. 

Porém, detectar o câncer de pele no estágio inicial é essencial para garantir um tratamento eficaz, menos invasivo e com maiores chances de cura. Saber reconhecer os sinais e entender os fatores de risco é fundamental para manter a saúde da pele em dia.

Neste artigo, vou explicar quais são os tipos mais comuns de câncer de pele no rosto, os sinais de alerta para você observar, os fatores que aumentam o risco e a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento dermatológico regular. A informação correta pode salvar vidas!

Tipos mais comuns de câncer de pele no rosto

O câncer de pele é classificado em diferentes tipos, mas os que mais aparecem na região do rosto são o carcinoma basocelular, o carcinoma espinocelular e o melanoma. Cada um tem características distintas, e é importante conhecê-las.

Carcinoma basocelular (CBC)

É o tipo mais comum e geralmente se desenvolve lentamente. Aparece como pequenas lesões peroladas, com bordas elevadas, manchas avermelhadas que podem sangrar ou feridas que não cicatrizam. Apesar de raramente metastatizar, pode causar danos locais significativos se não tratado.

Carcinoma espinocelular (CEC)

Geralmente mais agressivo que o CBC, manifesta-se como nódulos firmes, feridas que não cicatrizam, placas escamosas ou áreas vermelhas que podem sangrar. Pode invadir tecidos mais profundos e, em alguns casos, se espalhar para linfonodos.

Melanoma

Embora menos comum, é o tipo mais perigoso e agressivo de câncer de pele. O melanoma surge geralmente a partir de pintas ou manchas que apresentam mudança de cor, formato, tamanho, bordas irregulares ou coceira. A detecção precoce do melanoma é crucial para evitar sua disseminação.

Sinais de alerta: como identificar

Observar a pele diariamente pode ajudar a identificar lesões suspeitas precocemente. Para facilitar, costumo orientar meus pacientes a ficarem atentos ao chamado “ABCDE” do melanoma:

  • A (Assimetria): a lesão tem lados irregulares, diferentes entre si?
  • B (Borda): a borda é irregular, com recortes ou desfocada?
  • C (Cor): há variações de cor, como tons de marrom, preto, vermelho, branco ou azul?
  • D (Diâmetro): a lesão é maior que 6mm (tamanho de uma borracha de lápis)?
  • E (Evolução): a lesão mudou de tamanho, forma ou cor recentemente?

Além disso, no caso do carcinoma basocelular e espinocelular, outros sinais são importantes:

  • Feridas que não cicatrizam por semanas ou meses;
  • Lesões que coçam, sangram ou formam crostas;
  • Áreas elevadas, brilhantes ou com pequenos vasos visíveis;
  • Manchas avermelhadas que crescem lentamente.

Se você notar algum desses sinais, não hesite em procurar um dermatologista. O exame clínico detalhado é fundamental para diferenciar lesões benignas das malignas.

Fatores de risco para câncer de pele no rosto

Saber quais são os fatores que aumentam a chance de desenvolver câncer de pele ajuda a criar uma rotina preventiva mais eficaz. Entre os principais riscos estão:

  • Exposição solar intensa e frequente: o sol é o principal causador de câncer de pele, especialmente quando a proteção é insuficiente ou inexistente;
  • Pele clara: pessoas com pele, cabelos e olhos claros têm menor pigmentação protetora e, portanto, maior risco;
  • Histórico familiar: ter parentes que já tiveram câncer de pele pode aumentar a predisposição;
  • Queimaduras solares na infância: danos solares acumulados desde a infância têm efeitos cumulativos;
  • Uso de câmaras de bronzeamento artificial: essas práticas aumentam o risco de lesões malignas;
  • Sistema imunológico comprometido: pessoas com doenças ou tratamentos que suprimem a imunidade são mais vulneráveis;
  • Exposição a agentes químicos: contato com arsênico e outras substâncias pode aumentar o risco.

Entender e controlar esses fatores, sempre que possível, faz parte da prevenção.

Diagnóstico precoce e acompanhamento dermatológico

O diagnóstico precoce é o melhor caminho para tratar o câncer de pele com sucesso. Em consultório, realizo exame detalhado com auxílio de dermatoscópio — um aparelho que amplia e ilumina a pele para melhor avaliação das lesões. Quando necessário, faço biópsia para confirmação diagnóstica.

O tratamento varia conforme o tipo, localização e extensão da lesão, podendo incluir remoção cirúrgica, crioterapia, tratamentos tópicos, entre outros. Independentemente do tipo, quanto mais cedo detectado, menor a necessidade de procedimentos agressivos e maiores as chances de cura.

Além disso, o acompanhamento regular permite monitorar a pele para identificar novas lesões, orientar sobre proteção solar adequada e manter um cuidado contínuo para sua saúde.

Cuide da sua pele: informação e prevenção salvam vidas

O câncer de pele no rosto é uma condição que merece atenção e cuidados constantes, especialmente em regiões ensolaradas como o Rio de Janeiro. Manter uma rotina de proteção solar diária, observar regularmente a pele e buscar avaliação dermatológica sempre que notar alterações são atitudes que salvam vidas.

Lembre-se: a pele é o maior órgão do corpo e merece ser cuidada com respeito e conhecimento. Se você perceber alguma lesão suspeita ou quiser fazer um check-up preventivo, agende sua consulta. Dar atenção à pele é um ato de amor e autocuidado.

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